Hemopa disponibiliza sangue de cordão umbilical para transplantes
12/03/2012

Na segunda-feira, 5 de março, o Núcleo de Ensino e Pesquisa (Nepes) promoveu palestra sobre Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) para funcionários, doadores e sociedade em geral, visando maior divulgação sobre o serviço, que já disponibiliza 11 bolsas de sangue de cordão umbilical coletados de bebês nascidos na maternidade do Hospital da Santa Casa de Misercórdia do Pará. Os dados dos materiais já fazem parte da lista nacional da Rede Brasilcord, que foi criada pelo Ministério da (MS) para ampliar esse serviço no país e aumentar as chances de quem precisa encontra doador compatível.

Segundo a responsável técnica pelo BSCUP do Hemopa, Dra. Ana Luísa Langanke Meireles, o serviço possui equipamento (bioarquivo) com capacidade de armazenamento para 3.600 amostras de sangue de cordão umbilical. A unidade coletadora do Hospital de Clinicas Gaspar Viana está passando por adaptações em sua estrutura física para atender as normas da legislação vigente.

Atualmente há 11 Bancos de Sangue e Cordão Umbilical espalhados pelo país. Além do Hemopa, outros estão implantados em Fortaleza (CE), Recife (PE), Brasília (DR), Lagoa Santa (MG), Centro (RJ), Ribeirão Preto (SP), Campinas (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

A Rede Nacional BrasilCord tem o objetivo de coletar sangue umbilical com a maior diversidade possível, para aumentar cada vez mais as chances de encontrar doadores para pacientes que precisam de transplantes de medula óssea, além de aumentar de 35% para 90% as chances de encontrar doador compatível.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), a chance de um brasileiro localizar doador em território nacional é 30 vezes maior em relação à possibilidade de encontrá-lo no exterior, por conta das características genéticas. Além disso, o doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 30% das famílias brasileiras – para 70% dos pacientes é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores e bancos públicos de sangue de cordão umbilical. Com a ampliação da Rede, as chances de transplante para pacientes que não possuem um doador aparentado aumentam consideravelmente, bem como o número de transplantes a serem realizados, salvando ainda mais vidas.

O MS informa também que em cinco anos toda a diversidade étnica brasileira deverá ser coberta com 20 mil amostras. Desse total, 70% serão coletadas nas regiões Sudeste e Sul. O Norte, Nordeste e Centro-Oeste contribuirão com os 30% restantes. A demanda por transplantes de medula óssea no país é de três mil pacientes por ano. Desses, 1.100 transplantes são realizados anualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Pará, cerca de 150 pessoas estão na fila de espera.

Quem pode participar do programa: gestantes com idade acima de 18 anos e que tenham, no mínimo, duas consultas pré-natais documentadas; idade gestacional igual ou superior a 35 semanas; bolsa rota há menos de 18 horas; trabalho de parto sem anormalidades; e ausência de processo infeccioso e ou doença durante a gestação que possa interferir na vitalidade placentária.

Fonte: Agência Pará de Notícias