Sete anos sem Júlio César Voltarelli
21/03/2019

Há exatos sete anos, em 21 de março de 2012, nos despedíamos do pesquisador e amigo, Prof. Dr. Júlio Cesar Voltarelli. Em seus mais de 35 anos de atuação, deixou como herança um legado de valor inestimável no campo das pesquisas em células-tronco, área na qual foi pioneiro no Brasil.

Voltarelli ficou conhecido por suas contribuições à medicina, sobretudo, por meio de seus estudos voltados à terapêutica em doenças autoimunes, com ênfase no tratamento do diabetes mellitus tipo I e da esclerose múltipla, que impactaram tanto a comunidade científica nacional quanto a internacional. Inclusive, graças a isso, Voltarelli foi homenageado em um editorial especial no periódico científico The Lancet, publicado em 2013

Além de membro da SBTMO, entidade na qual sempre foi um grande entusiasta, Voltarelli chegou a ser eleito presidente mas, por ocasião de sua morte, não pode assumir o cargo. Como reconhecimento, a Sociedade lançou durante o XVI Congresso Brasileiro da SBTMO, em 2012, o Prêmio “Júlio César Voltarelli” de melhor trabalho científico na área de TMO”, uma iniciativa especial que além de manter viva sua memória, ainda contribui com o fomento à pesquisa no campo do TCTH no país. E, no ano de 2016, durante o XX Congresso da Sociedade, realizado em Fortaleza, foi criado o Prêmio Júlio César Voltarelli de melhor trabalho, que tem sido mantido em todas as edições do encontro.

Voltarelli trabalhava como professor titular do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), onde também começou sua atuação acadêmica, em 1967. Coordenador do Laboratório de Imunogenética (HLA) e da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da FMRP-USP. Além disso, Voltarelli era um dos pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CEPID-FAPESP) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular (CNPq), sediado no Centro Regional de Hemoterapia do HC-FMRP-USP. Integrava a diretoria da Associazione Italo-Brasiliana Di Ematologia (AIBE).

Também foi o responsável por implantar o Centro de Transplantes de Medula Óssea no Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto (FMUSP-RP).