Pesquisadora brasileira conquista autorização para utilização de células geneticamente modificadas para expansão de células NK autólogas para o tratamento de LMC
15/03/2019

A pesquisadora brasileira e hematologista, Dra Lúcia Silla, que coordena o Centro de Terapia Celular da Rede Nacional de Terapia Celular no Hospital de Clinicas de Porto Alegre (HCPA) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, acaba de obter a autorização para expandir o uso de células NK autologas geneticamente modificadas para tratamento da Leucemia Mieloide Crônica (LMC).

Dra Lúcia será a responsável brasileira no estudo multicêntrico, em parceria com a equipe do professor Dean Anthony Lee do Departamento de Hematologia, Oncologia e TMO do Nationwide Children’s Hospital da Universidade de Ohio nos Estados Unidos. Dr. Lee é o responsável por desenvolver essa tecnologia que permite a expansão de células NK em quantidades suficientes para a utilização terapêutica.

O objetivo será analisar o impacto terapêutico dessas células NK autólogas em pacientes portadores de LMC que não respondem a nenhum inibidor tirosino quinase disponível.

De acordo com a Dra. Lúcia, essa conquista representa um grande avanço para o cenário da terapia celular nacional. Segundo ela, a tecnologia permitirá obter células NK para uso clínico em pacientes com doença avançada. Com isso, o custo do procedimento será menor, além de oferecer maior segurança. “Sabemos que as células NK são uma alternativa ao Car T Cell, com a vantagem de apresentar menor toxicidade e menor chance de DECH”, esclarece a médica.

Confira o documento que formaliza a permissão de acesso total ao centro de pesquisa coordenado pela Dra Lucia Silla para uso clínico dessas células. Acesse (download do documento encaminhado pela Dra. Lucia)

Dra. Lúcia já concluiu o primeiro estudo, também em parceria com o prof. Lee, na ocasião ligado ao M.D. Anderson Cancer Center. Nessa 1a pesquisa foi avaliado o potencial terapêutico da imunoterapia baseada nas células NK na Leucemia Mieloide Aguda, resistente e refratária. Esta imunoterapia adotiva com células NK (Natural Killer) destrói apenas o tumor, sem causar qualquer dano a outros tecidos do organismo. Os resultados foram apresentados como trabalho oral em junho de 2018, na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO 2018) e na 37ª Semana Científica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), ocasião que contou com a presença de Lee. (confira aqui – link para https://www.hcpa.edu.br/cc/semana_cientifica/pesquisa-retornando-em-benef%C3%ADcios-para-a-sociedade.html )

 

Foto:  Dra. Lúcia Silla e Prof. ÿ Dean Anthony Leeÿ (ao centro) junto com a equipe do CTC coordenado por ela | Acervo pessoal