IX Jornada reuniu mais de 100 especialistas em SP
21/12/2011

Logo após a 53ª edição do ASH Annual Meeting, maior encontro da hematologia mundial, realizado de 10 a 13 de dezembro, em San Diego, Califórnia (EUA), hematologistas e hemoterapeutas reuniram-se em São Paulo (SP) para a IX Jornada Paulista de Atualização de Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas e Oncohematologia nos dias 16 e 17.

Organizada pelo presidente da SBTMO, Frederico Dulley, em conjunto com Rosaura Saboya e Milton Ruiz, membros da Sociedade e professores da FMUSP, a jornada promove há quase uma década o aperfeiçoamento dos especialistas por meio da troca de experiências entre eles. “A jornada já é parte fundamental no calendário de encontros da especialidade. A cada ano buscamos trazer novos estudos e discutir as perspectivas para o TMO”, relata Dulley.

Convidado a abrir a Jornada, o professor titular de hematologia e hemoterapia da FMUSP, Dalton Chamone, ressaltou a importância do encontro para o desenvolvimento da especialidade. Na sequência, as discussões transcorreram com base na aplicação do TMO na terapêutica de doenças onco-hematológicas e autoimunes, e dos avanços na medicina regenerativa, entre outros pontos.

No campo da terapia celular regenerativa, Milton Ruiz mostrou a evolução do estudo que conduz em pacientes com isquemia critica dos membros inferiores e o presidente eleito da SBTMO (2012-14), Júlio Voltarelli, falou dos avanços no uso de TCTH em pacientes com esclerose múltipla, que deve entrar no rol de opção terapêutica para a doença por meio de portaria de revisão do regulamento técnico de TMO do Ministério da Saúde, que deve ser publicada em 2012.

Já no âmbito da biologia molecular, o diretor do Serviço de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia do HC-FMUSP, Carlos Alberto Buchpiguel, abordou as perspectivas e desafios da aplicação clínica da imagem no Brasil e enumerou as indicações clínicas do PET-CT com base na experiência do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), além de indicar aos participantes quando não se deve fazer o exame, como é o caso da pós-radioterapia, em que o resultado comumente é um falso-positivo, devendo-se aguardar cerca de 3 meses para se repetir o exame.

Os especialistas trouxeram ainda à discussão o papel do transplante no tratamento das doenças oncohematológicas como mieloma múltiplo, linfomas, leucemias, mielodisplasias e também da rara POEMS. Dentre as novidades, Rosaura Saboya anunciou que a partir de 2012 o Ministério da Saúde irá autorizar a realização de TMO para pacientes acima dos 70 anos e portadores de MM, visto que a prevalência desta doença se dá em pessoas na faixa etária acima dos 50 anos.

A Jornada debateu ainda a questão da segurança na transfusão sanguínea e a importância da inativação de patógenos em concentrados de plaquetas e plasma.

Acompanhe ao calendário de encontros científicos de interesse da especialidade no site da SBTMO.