Estudo da USP aponta benefício do TMO para esclerose sistêmica
16/03/2018

Pesquisadores da Universidade de São Paulo, em parceria com a Universidade de Paris, na França, analisaram o uso do transplante de células-tronco para o tratamento de esclerose sistêmica em 31 pacientes. O estudo foi publicado na revista Blood Advances, da American Society of Hematology, e demostra os mecanismos imunológicos envolvidos com a remissão clínica da doença após o procedimento.

A Dra. Maria Carolina Oliveira, reumatologista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e orientadora do estudo, contou que a eficácia do transplante de medula óssea para esclerose sistêmica já está comprovada, mas não havia um estudo aprofundado sobre o impacto do procedimento no sistema imunológico.

“Conseguimos mostrar duas coisas neste artigo. A primeira é que existe uma renovação hematológica e imunológica após o transplante. A segunda é que nos 6 (de 31) pacientes que reativaram a doença após o transplante, não houve a renovação imunológica completa e, portanto, a doença voltou a se desenvolver”, explica.

O estudo faz parte de um consórcio entre a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e Universidade de Paris, onde parte da pesquisa foi realizada, para o intercâmbio de alunos e desenvolvimento científico. Segundo Maria Carolina, a sequência da pesquisa será focada nos linfócitos B.