I Reunião Regional de 2017 da SBTMO reuniu diversos representantes de serviços de TMO. Confira como foi
06/03/2017

A I Reunião Regional de 2017 da SBTMO, realizada em 16 de fevereiro, no Hemocentro da UNIFESP, na cidade de São Paulo (SP) reuniu diversos representantes de serviços de TMO.

Com uma abordagem extremamente abrangente, pautada na discussão dos avanços em face das nossas possibilidades, o encontro apresentou aspectos ligados às novas drogas para Linfoma Hodgkin e DECH; infecções em TMO por vírus e bactérias multi-R (transplante em KPC, por exemplo); também sobre o Anticorpo anti-HLA, sua importância clínica e protocolos de inativação. E, no campo do TMO pediátrico, abordará os avanços do transplante da Leucemia Linfoide Aguda (LLA)

De acordo com a vice-presidente da SBTMO, Belinda P. Simões, estas reuniões regionais da SBTMO tem se mostrado ótimo fórum de discussão não apenas de novas drogas para linfoma de Hodgkin e DECH, como apresentado respectivamente por Otávio Baiocchi, da Unifesp, e Morgani Rodrigues (HIAE), mas também de rediscutir práticas já consolidadas no campo do TMO, como esclareceu Lucia Lee (Unifesp) sobre indicações e contraindicações de TMO alo em crianças com leucemia linfoide aguda (LLA).

Lúcia possibilitou uma revisão do atual cenário do tratamento da LLA da criança. “O encaminhamento de pacientes para TMO no país tem sido um desafio para nós, transplantadores, por serem muitas vezes conduzidos ou muito tarde ou sem indicação de TMO”, avalia Belinda.

A introdução do TMO haploidêntico no Brasil nos últimos anos vem se consolidando cada vez mais como opção extremamente útil em casos onde se necessita de doador em menor tempo de espera possível.

Os mistérios do HLA foram apresentados de forma muito clara e precisa por Renato de Marco. As técnicas para a detecção de anticorpos HLA e o papel clínico da presença dos mesmos foram discutidas com de Marco e Fabio Kerbauy (HIAE).

As infecções, especialmente com germens multirresistentes, têm significado preocupação crescente nos serviços hospitalares, mas especialmente em pacientes neutropênicos e imunossuprimidos. Diante disso, Paola Cappellano, da UNIFESP, revisou a situação atual e chamou a atenção para que cada serviço conheça sua epidemiologia local.

Clarisse Machado sugeriu um estudo em vacinação contra febre amarela. Os interessados devem enviar a ela um e-mail para que possa ser ponderado participar do estudo. “Desconhecemos o valor da vacinação da febre amarela em transplantados de medula óssea, por isso, é fundamental haver uma pesquisa neste campo”.

Ainda na reunião a SBTMO reforçou a necessidade de apoiar a iniciativa da SBTMO em conjunto com o CIBMTR de reportar nossos dados ao registro. (confira como foi o curso online realizado em 8/02)


As aulas todas apresentadas foram gentilmente cedidas pelos apresentadores e estão disponíveis abaixo para download:

Anticorpos anti-HLA em TCH (Fábio Kerbauy)

Anticorpos anti-HLA (Renato de Marco)

TMO em Crianças: Avanços no Transplante da Leucemia Linfoide Aguda (Maria Lucia M. Lee) 

Linfoma de Hodgkin Novos medicamentos (Otavio Baiocchi) 

Bactérias multirresistentes no TCH (Paola Cappellano) 

Novas Drogas no Tratamento da DECH (Morgani  Rodrigues)  

Estudo da Segurança e Efetividade da Vacina da Febre Amarela em Receptores de TCTH (Clarisse Machado)

As próximas reuniões devem ocorrer nos seguintes períodos:

Início de maio
Local: INCA (RJ)
Anfitrião: Luis Fernando Bouzas.
Tema: Highlights do BMT Tandem Meeting e do EBMT

Final de Junho
Local: Curitiba (PR)
Anfitriã: Carmen Bonfim
Tema: anemia aplástica e leucemias agudas em crianças e adultos

Setembro
Local: Campinas (SP)
Anfitriões: Afonso Vigorito e Vaneuza Araujo Moreira
Tema: DECH

Outubro
Local: Recife
Anfitriões: Erika Coelho, Fernando, Rodolfo
Tema: HLA