Recorde de público e profunda integração marcam 20ª edição do Congresso da SBTMO
01/09/2016

Encontro reuniu aproximadamente 1.200 participantes entre os dias 24 a 27 de agosto, na cidade de Fortaleza (CE)

Quem esteve no XX Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), entre os dias 24 a 27 de agosto, pôde constatar que a cidade de Fortaleza (CE) foi impactada pela energia de seus participantes, provenientes das mais diversas regiões do País, de países da América Latina, dos Estados Unidos e Europa.

É assim que pode ser descrita a intensa integração e o clima de cooperação e fraternidade que foi vivenciada ao longo dos quatro dias de encontro, conforme relatam tanto o presidente do evento, Fernando Barroso, quanto o presidente da SBTMO, Vergílio Colturato. Ambos referenciaram este mesmo espírito no evento.

Além da sinergia que deu a tônica das atividades educacionais e científicas, e tomou os corredores do Hotel Gran Marquise, local que abrigou o evento, a 20ª edição do Congresso pode se considerar consagrada por ter alcançado o recorde de público, com aproximadamente 1.200 participantes, um número inédito na história de encontros organizados pela SBTMO.

Além deste indicador, o presidente Fernando Barroso destaca a presença de 31 palestrantes internacionais e dos 30 latino-americanos, que participaram enquanto congressistas do Congresso. Merece destaque a quantidade de trabalhos submetidos, com um total de 244 abstracts. A novidade fica por conta do fato de que estes resumos terem sido publicados na revista científica da Associação Médica Brasileira (AMB), cuja versão impressa foi entregue aos congressistas. Em breve deve ser apresentada também em sua versão online no site da AMB e ser inserida em PubMed ainda em outubro deste ano.

Em termos dos aspectos educacionais e científicos, Fernando Barroso destaca as discussões atuais sobre o cenário do transplante de medula óssea (TMO) hoje no Brasil, bem como a qualidade de vida do paciente transplantado, ponto que tem se observado crucial em todo o mundo no processo de pós-TMO. Houve ainda abordagens à modalidade “haploidêntico” que, juntamente com os demais procedimentos de TMO, está cada vez mais presente nos CTs de TMO brasileiros, obtendo resultados favoráveis.

Também foram experiências exitosas - além da programação principal do Congresso, os encontros multidisciplinares – fundamentais para o progresso da prática do TMO no País; o Board Review do HIAE; as atividades da Associação Brasileira de Histocompatibilidade (ABH) e, pela primeira vez, a presença da Associação Brasileira de Terapia Celular (ABTCel) e da International Society of Bone Marrow (ISBT), que ingressou no encontro anual da SBTMO. A presença destas instituições complementou o aprofundamento proposto pela programação central do Congresso, dos assuntos ligados ao transplante de células-tronco hematopoiéticas em suas mais diversas vertentes.

Outro ponto em destaque foi o “I Curso de Noções Básicas de TMO” que possibilitou haver no encontro uma abordagem direcionada aos estudantes de medicina, introdutória ao universo do TMO. Espantosamente, esta atividade atraiu não apenas os graduandos, mas os residentes também.

Interação com Sistema Nacional de Transplantes (SNT)
Barroso e Colturato foram unânimes em referenciar a presença da coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) – do Ministério da Saúde (MS), Rosana Reis Nothen. Segundo eles, a participação dela teve papel importante no encontro. Ela possibilitou uma abordagem do transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) do ponto de vista da esfera econômica, de regulação e também no âmbito jurídico.

O encontro possibilitou um amplo entendimento de que a estrutura do programa de transplante de medula óssea (TMO) no País deve ser otimizada, para que seja possível alcançar a capacidade dos serviços de realização dos procedimentos em sua plenitude. Assim como na recente jornada realizada junto ao Instituto Nacional do Câncer (INCA), reforçou-se a importância dos avanços empreendios pelo Instituto com o Registro de Doadores de Medula Óssea (REDOME) e, também, a situação dos bancos de sangue de cordão.

Como encaminhamento, será iniciado um trabalho com o objetivo de traçar um diagnóstico preciso do funcionamento dos serviços de transplante ativos no Brasil. Este é considerado pelo SNT um passo fundamental para obter o panorama do que está acontecendo nos serviços do País.

De acordo com o presidente da SBTMO, Vergílio Colturato, a entidade apoia amplamente esta iniciativa do SNT.

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