SBTMO chama a atenção para a urgência de incluir o transplante de medula óssea como opção terapêutica em doença falciforme
18/06/2015

De acordo a presidente da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), Lúcia Silla, hoje o procedimento já beneficia pacientes com doenças oncohematológicas, como linfomas, leucemias e mielomas. “Hoje o transplante é o único com possibilidade de cura. O tratamento clínico da doença disponível no Brasil até o momento consiste no uso da hidroxiureia para controlar os sintomas com ou sem transfusões de sangue, o que pode levar a uma sobrecarga de ferro no organismo”, alerta a presidente da entidade. Com o TMO, as células doentes são substituídas, evitando expor o paciente aos riscos de transfusões contínuas.

A pesquisadora da USP-Ribeirão Preto e membro da SBTMO, Belinda P. Simões, que atua em falciforme, explica que é consolidado que a sobrevida é de 95% em pacientes com anemia falciforme já submetidos a transplante.
O tratamento clínico da doença, até então disponível no Brasil, consiste no uso da hidroxiureia para controlar os sintomas com ou sem transfusões de sangue, o que pode levar a uma sobrecarga de ferro no organismo. Com o transplante, as células doentes são substituídas, evitando expor o paciente aos riscos de transfusões contínuas. “Com o transplante, as células doentes são substituídas, evitando expor o paciente aos riscos de transfusões contínuas”, relata Belinda.

Doença hereditária mais prevalente no Brasil - estima-se que um total de 300 mil crianças/ano nascidas com a doença no mundo, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, dados divulgados pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério da Saúde, apontam que nascem por ano aproximadamente 3.500 crianças portadoras de doença falciforme e 200 mil com traço falciforme (assintomático).

Promessas esperadas
Em agosto deste 2014, durante o Congresso Brasileiro de Transplante de Medula Óssea, o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Murari, anunciou que a redação final do decreto havia sido finalizada e a assessoria jurídica do MS havia concluído revisão. Segundo ele, à época a matéria seguia para a Casa Civil, para ser validada pela presidente da República e, assim que o decreto entrasse em vigor haveria as mudanças.

A expectativa é de que ocorra a publicação da portaria ainda neste início do segundo semestre do ano.