BMT divulga estudo sobre TCTH aumentar sobrevida de idosos com mieloma múltilplo
11/05/2015

Segundo o artigo, foram identificados 146 pacientes com idade entre 65-77 com MM recém-diagnosticado pela Universidade, no período de dez anos, de 2000 a 2010. Destes 62 pacientes foram submetidos ao procedimento (N = 62) versus 84 não submetidos.  O TCTHauto foi associado à quimioterapia de altas doses. A idade média foi de 68 anos (variação 65-77). Eventos de comorbidades não diferiram significativamente entre os dois grupos.

Constatou-se que a sobrevida global foi significativamente maior nos pacientes que foram submetidos ao TCTHalo do que em relação àqueles que não fizeram. A mediana do primeiro grupo foi de 56 meses enquanto no segundo grupo chegou a 33,1 meses.

De acordo com os autores, havia na literatura apenas estudos randomizados de TCTH em que os pacientes com mais de 65 anos de idade com mieloma eram excluídos, o que deixava ainda pouco claras as perspectivas desta terapêutica neste grupo.  Depois de controlar o status de desempenho do procedimento, a comorbidade, entre outros aspectos, a razão de risco para morte em pacientes submetidos ao procedimento foi de 52%.

Há alguns anos o TCTHauto vem se consolidando como potencial terapêutica nos casos de MM e este estudo avaliou o impacto na sobrevida global. A análise multivariada confirmou a vantagem com ASCT. Ainda segundo os autores da pesquisa esta descoberta suporta o potencial dos procedimentos idosos com MM que sejam considerados elegíveis para esta opção de tratamento. Para eles, estudos futuros devem se concentrar em prospectivamente incorporar mais detalhes sobre as características da doença, estado funcional, e outros parâmetros de avaliação geriátrica, para esclarecer ainda mais o impacto do TCTHalo nesta população.

Confira o estudo na íntegra aqui.