CE tem recorde na realização de transplantes
22/01/2015

Foram realizados 16 procedimentos a mais que o recorde anterior, de 1.365 operações do ano passado

Pelo segundo ano consecutivo, o Ceará conseguiu bater o recorde no número de transplantes de órgãos e tecidos. A Central de Transplantes da Secretaria da Saúde do Estado registrou 1.381 procedimentos realizados no ano passado. 

Dessa forma, foram realizados dezesseis a mais que o recorde anterior de 1.365 operações de 2013. Até o momento, foram realizados neste ano 282 transplantes de rim, cinco de rim/pâncreas, 21 de coração, 193 de fígado, 11 de pulmão, 58 de medula óssea autólogos e quatro alogênicos, oito de valva cardíaca, 773 de córnea e 26 de esclera. Em oito anos, este é o sétimo recorde de transplantes registrados no Ceará, com incremento de 111% dos procedimentos no período. Foram 654 transplantes em 2007, 743 em 2008, 760 em 2009, 872 em 2010, 1.297 em 2011, 1.269 em 2012 e 1.365 no ano passado.

Procedimentos

O crescimento do número de procedimentos ajudou a salvar vários brasileiros e deu qualidade de vida a muitos outros, afirmou a coordenadora da Central de Transplantes do Ceará, Eliana Barbosa. "A cada ano, estamos salvando e dando qualidade de vida não apenas aos cearenses, mas para pessoas de todo o Brasil. Isso acontece porque o Ceará é referência no transplante de órgãos e muitas pessoas nos procuram", disse Eliana.

Como exemplo da melhoria na qualidade de vida, ela usou o grande número de operações envolvendo córneas e rins. Aqueles que foram salvos ganharam um novo coração ou pulmão.

Entre os motivos para mais um recorde batido, está a profissionalização das equipes envolvidas na realização dos transplantes. "A Central, as comissões e as equipes mostraram compromisso e dedicação para realizarem o maior número de procedimentos possíveis", destacou Eliana.

Além disso, a coordenadora também chamou atenção para as inovações conquistadas todos os anos. Em 2014, foram realizados os primeiros transplantes de medula óssea alogênio do Ceará. "Não precisamos mais mandar os nossos pacientes para outros estados".

No entanto, apesar do crescimento constante dos números, ainda existem dificuldades na hora de conseguir doadores, revelou a responsável pela Central de Transplantes. A taxa de negativa familiar, quando a família opta por não permitir a retirada dos órgãos, ainda é considerada alta, cerca de 43%. A desinformação sobre os procedimentos é o principal motivo.

Ainda é preciso melhorar também a notificação de possíveis doadores. Pois, quanto mais doadores forem encontrados será maior o número de vidas salvas após os procedimentos. "A capacitação dos profissionais vai ajudar a agilizar a captação dos órgãos e, dessa forma, nenhum desses órgãos será perdido", comentou Eliana.

Doe de Coração

Doar órgãos é um ato de solidariedade. É também quebrar barreiras do preconceito e amar anonimamente. É dar chance e alegria aos que lutam pelo recomeço de sua vida. Pensando nestes e em vários outros pontos relacionados à doação de órgãos, a Fundação Edson Queiroz lançou o movimento Doe de Coração, que fomenta a conscientização pela doação voluntária de órgãos no Ceará.

No ano passado, a iniciativa chegou à sua 12ª edição. Realizada todo mês de setembro, a campanha sensibiliza a sociedade sobre a temática através de anúncios em veículos de comunicação, distribuição de cartilhas, cartazes e camisas. Há ainda a mobilização realizada em hospitais públicos e privados, clínicas, escolas, no Sistema Verdes Mares, na Universidade de Fortaleza (Unifor) e em outras grandes entidades.

Fonte: Diário do Nordeste