Desenvolvimento de molécula permite inovações no transplante de células-tronco
19/09/2014

Em estudo publicado no periódico Science, na última sexta feira (19), os pesquisadores do Instituto de Investigação em Imunologia e Câncer (IRIC) da Universidade de Montreal, no Canadá, afirmam que o transplante de células-tronco pode ter uma nova perspectiva, com o desenvolvimento da molécula “UM 171”, que permite a multiplicação dessas células em uma unidade de sangue do cordão umbilical.
Depois de cinco anos de pesquisa, a “UM 171” foi criada e testada em laboratório, onde se injetou a molécula nas células-tronco originais e ela permitiu a multiplicação por dez da quantidade de células-tronco retiradas do sangue do cordão umbilical, que são justamente as células das quais os médicos necessitam para tratar doenças do sangue, como a leucemia, mieloma múltiplo e linfoma.
Para a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), o uso de sangue de cordão como fonte de células-trono para transplante não exige alto nível de compatibilidade, o que permite um rápido acesso ao possível doador. Além disso, o sangue do cordão umbilical de recém-nascidos é uma excelente fonte de células-tronco hematopoéticas para o transplante de células-tronco, considerando que o seu sistema imunológico ainda é imaturo e as células têm uma menor probabilidade de induzir uma reação imunológica adversa no receptor.

Confira o estudo na íntegra aqui.
Assista reportagem sobre o estudo exibida o Jornal Nacional, da Rede Globo, no dia 19 de setembro: http://ow.ly/BLWuj