Demanda por leitos para TMO debatida no Congresso da SBTMO é destaque na imprensa nacional
18/08/2014

Durante o XVIII Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea, que aconteceu entre os dias 14 a 17, em Belo Horizonte – MG, o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Heder Murari Borba, anunciou que o Ministério da Saúde está estudando medidas para diminuir o tempo de espera para transplantes de medula óssea. Atualmente, existem cerca de 200 pacientes que já encontraram doadores compatíveis no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), mas que não iniciaram o procedimento por falta de vagas adequadas nos hospitais.

As medidas anunciadas pelo Ministério incluem o aumento do número de leitos para esse tipo de transplante, bem como a criação de um sistema coordenado pelo próprio Ministério para remanejar pacientes em diferentes regiões do país. A situação atual prevê cerca de um ano para realizar os 200 transplantes dos pacientes que já aguardam na fila de espera e, segundo a médica hematologista e presidente da SBTMO, Lúcia Silla, os pacientes chegam a esperar mais de 30 meses a partir do diagnóstico. As novas propostas visam passar a responsabilidade de oferecer leitos para TMO para o Ministério da Saúde, que coordenaria uma pasta onde seria possível localizar outro centro, em outra parte do país, caso o paciente encontre um doador compatível, mas não tenha vaga em seu centro de tratamento. Além disso, há a possibilidade de ampliar o número de leitos nos 29 centros já existentes, que oferecem transplante de alta complexidade. Assim, a capacidade mudaria para 400 transplantes de medula óssea não aparentados por ano.

O coordenador do SNT explica que o problema atual relacionado a isso no Brasil não é mais encontrar um doador compatível, mas sim conseguir uma vaga para realizar o procedimento. Já a presidente da SBTMO frisa que a situação existe por uma falta de acompanhamento do aumento de captação de doadores. “Não adianta ter mais doadores, se o paciente não tiver onde transplantar. Neste momento temos que focar nossa atenção e nosso recurso na necessidade de leitos, não de doadores”, declara. Com isso, o Ministério pode se preocupar em limitar o número de doadores no país e buscar novos doadores em grupos genéticos específicos, que ainda não estejam bem representados no Redome, como índios e negros.

Confira algumas das publicações sobre o anúncio realizado durante o XVIII Congresso da SBTMO quanto à demanda por leitos para o procedimento no Brasil

Agência Brasil de Notícias - Saúde vai regular leitos de hospitais que fazem transplante de medula óssea

Portal G1 - Ministério estuda meios para reduzir fila de transplante de medula óssea

Estado de S. Paulo -  Ministério da Saúde vai incluir transplante multivisceral no SUS