Como é feita a doação de medula óssea?
05/08/2014

Qualquer pessoa que tenha entre 18 e 54 anos de idade pode ser um doador de medula óssea em potencial. Esse gesto, que pode salvar muitas vidas, está em falta atualmente e a causa é decorrente do desconhecimento do procedimento e da falta de atualização dos cadastros em Hemocentros.

A doação de medula óssea é um procedimento que se faz dentro de um centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer, em certos casos, internação. Segundo Philip Bachour, membro da diretoria da SBTMO, é um procedimento seguro e tranquilo. “Não existe corte, nós utilizamos uma agulha e pode ser necessário que seja aplicada anestesia geral, muitas vezes pela quantidade de medula. O procedimento pode ser um pouco mais prolongado, cerca de uma ou duas horas, por isso a necessidade da anestesia”, explica Bachour.

A importância de doar é que há o problema entre a compatibilidade das células do doador e receptor, onde as chances de encontrar uma medula compatível é, de acordo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), uma em cem mil. Por conta disso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado e o doador compatível é convidado a fazer o gesto. Bachour alerta que é muito importante que o cadastro seja atualizado constantemente.

Para doar, basta ir a qualquer Hemocentro, preencher um formulário e realizar a coleta de amostra de sangue. Posteriormente, o sangue passa por um exame de histocompatibilidade (HLA), que identificará as características genéticas que irão influenciar o transplante, para que depois seja incluso no cadastro.

 Ainda de acordo com Bachour, o número de pessoas registradas como doadoras aumentou bastante entre 2000 e 2014. Com três milhões de doadores registrados, o Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha.