Presidente da SBTMO comenta capacitação em TMO no País
27/03/2014

Com o aumento significativo do registro de doadores voluntários de Medula Óssea (REDOME), que hoje lista mais de 3 milhões de doadores, tornou-se mais fácil encontrar um doador para os pacientes que não possuem um na família. Segundo a presidente da SBTMO, Lúcia Silla, esta vitória se traduziu em um aumento significativo de pacientes, com doador, aguardando um leito para o transplante.

O problema é que o número de pacientes é muito maior em relação à capacidade instalada no País para a realização desse tipo de procedimento. “Nossa meta agora é conseguir, junto ao Sistema Nacional de Transplante (SNT), incentivo para aumentar de forma significativa o número de leitos no País.” Ainda de acordo com ela, este aumento necessita ser acompanhado pela melhora no treinamento de equipes transplantadoras, das quais fazem parte, além do médico, profissionais de enfermagem, nutrição, psicologia, fisioterapia e assistência social.

Lucia enfatiza que não há nenhuma normativa publicada em relação ao número necessário desses profissionais para o funcionamento adequado dos centros de transplante, o que acarreta na autorização de centros sem um contingente de pessoal especializado. Por outro lado, a residência médica em TMO oferece vagas que não são preenchidas por falta de mercado de trabalho em hospitais sobrecarregados, que não oferecem vagas para médicos transplantadores.

Ainda de acordo com a presidente da SBTMO, é necessário que seja definido o número adequado de profissionais em TMO a nível federal, para que aqueles hospitais que oferecem esta modalidade terapêutica tenham que se adequar quanto ao número de profissionais por paciente, permitindo que cresça o mercado de trabalho e, como consequência, a busca por especialização na área.

Neste momento, no sentido de solucionar a questão das filas, o REDOME passou a determinar um maior rigor na indicação do transplante e adicionalmente, o Ministério da Saúde, através do SNT, aumentou em 60% o ressarcimento aos hospitais que realizam transplantes alogênicos e de órgãos sólidos, no sentido de incentivar o aumento da produção.