Prêmio Júlio César Voltarelli leva pesquisadores brasileiros ao EBMT
21/03/2014

Em reconhecimento ao empenho em fomentar ciência no campo do TMO, a SBTMO, com apoio educacional da Pierre Fabre, criou o Prêmio Júlio César Voltarelli de “Melhor trabalho científico na área de TMO”. Os vencedores foram agraciados com pacotes completos para participarem do 40th Annual Meeting of the European Society for Blood and Marrow Transplantation (EBMT)O encontro ocorre nos dias 30 de março a 2 de abril de 2014, em Milão, na Itália.

Com sua segunda edição lançada no Congresso da Sociedade, em 2013, a iniciativa premiou, entre os trabalhos submetidos, os artigos:

1º. Autor: Dr. Elias Hallack Atta

"O condicionamento com a globulina antitimocítica de coelho no transplante não aparentado de medula óssea promove menos doença do enxerto-contra-hospedeiro em comparação ao transplante aparentado de medula óssea em pacientes com neoplasias hematológicas
 
2º. Autor - Dra. Belinda Pinto Simões

"Transplante Alogênico de Medula Óssea em Doenças Falciformes: Seria a idade uma contra-indicação para o transplante com regime mieloablativo?"

A diretoria da SBTMO parabeniza os ganhadores e todos aqueles que participaram do Prêmio por meio do envio de resumos.

Conheça a história do Prêmio e do Prof. Júlio César Voltarelli

O Prêmio Júlio César Voltarelli de Melhor Trabalho Científico na área de TMO foi lançado em 2 de agosto de 2012, em Ribeirão Preto, durante a solenidade de abertura do XVI Congresso da Sociedade Brasileira de Medula Óssea (SBTMO), entidade da qual foi eleito presidente da gestão 2012-2015. Voltarelli também presidiria o XVI Congresso Brasileiro de Transplante, encontro pelo qual vinha se empenhando em realizar.


A iniciativa é uma homenagem ao imunologista e pesquisador, Professor Júlio César Voltarelli, a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), com o apoio educacional da empresa Pierre Fabre, criou em 2012 o Prêmio Júlio César Voltarelli de Melhor Trabalho Científico na área de TMO.


Pesquisador há mais de 35 anos, Voltarelli faleceu em 21 março de 2012, aos 63 anos de idade. Foi pioneiro em pesquisa de células tronco no Brasil. Ficou conhecido por suas contribuições à Medicina, na área de transplante de células tronco hematopoéticas em doenças autoimunes e, especialmente, no tratamento do diabetes mellitus tipo I e da esclerose múltipla, que impactaram tanto a comunidade científica nacional quanto a internacional.


Voltarelli trabalhava como professor titular do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), onde também começou sua atuação acadêmica, em 1967. Coordenador do Laboratório de Imunogenética (HLA) e da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da FMRP-USP. Além disso, Voltarelli era um dos pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CEPID-FAPESP) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular (CNPq), sediado no Centro Regional de Hemoterapia do HC-FMRP-USP. Integrava a diretoria da Associazione Italo-Brasiliana Di Ematologia (AIBE).

 

Saiba mais sobre o Prof. Voltarelli