HUPES terá primeiro banco público de cordão umbilical da Bahia
22/08/2013

O Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia) será a primeira unidade de saúde pública no Estado e terceira dos Hospitais Universitários a ter um Banco de Cordão Umbilical para atender aos pacientes com doenças do sangue que precisam ser tratados com células tronco, através do Transplante de Medula Óssea como a leucemia, linfoma, anemia grave, anemia congênita, hemoglobinopatia, imunodeficiência congênita, mieloma múltiplo, além de outras doenças do sistema sanguíneo e imune.

O projeto que faz parte da Rede Brasilcord – Banco Público de Cordão Umbilical (BPCU), do Ministério da Saúde, implementado pela Fundação do Câncer, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), foi apresentado na última quinta-feira (14/08) à Reitora da UFBA, Dora Leal Rosa e ao diretor do HUPES, Hugo Ribeiro Jr, na presença de representantes do serviço de Oncohematologia, da Secretaria Estadual de Saúde (SESAB), Anvisa e outros profissionais de saúde. Para a reitora da Universidade, “é uma satisfação que a instituição possa abrigar um projeto de uma importância tão significativa para a sociedade, principalmente, porque será possível assistir à demanda da população menos favorecida da Bahia, Sergipe e Alagoas, além de poder exercitar o ensino e a pesquisa”.
A unidade no HC já está em fase de elaboração do projeto executivo para o início das obras até o final do ano. O local já foi escolhido e terá a capacidade instalada de armazenar 3.600 bolsas de sangue quando começar a funcionar, dentro de 24 meses. Cerca de 170 unidades já foram usadas em transplantes, desde 2004. O investimento médio em cada banco da expansão da rede é de R$ 5 milhões, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Bahia está entre as quatro capitais a serem beneficiadas com uma previsão de dois anos para o pleno funcionamento. Já existem doze centros no país, quatro em São Paulo, devido à densidade populacional, um no Rio, um no Paraná, em Curitiba, no Rio Grande do Sul, Ceará, Pará e em Pernambuco.

Fonte: Fundação do Câncer