Grupo de Transplantes de Medula Óssea de São Paulo conquista quatro prêmios em doze meses
02/04/2013

Dentre os reconhecimentos alcançados pela equipe de TMO do Hospital Israelita Albert Einstein, está o prêmio “Júlio César Voltarelli” de melhor trabalho científico em TMO, oferecido pela SBTMO. 


Nos últimos doze meses, o Grupo de Transplantes de Medula Óssea (TMO) do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) conquistou quatro prêmios. Em abril, juntamente com a USP de Ribeirão Preto e centros parceiros da Europa e Estados Unidos, receberá em Londres, na Inglaterra, a premiação de melhor trabalho científico inscrito no European Group for Blood and Marrow Transplantation (EBMT) – um dos principais congressos científicos sobre transplantes de medula óssea.


Em dezembro passado, o Grupo venceu o VII Prêmio Saúde, da Editora Abril, na categoria saúde da criança com o trabalho: “Transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas em crianças com imunodeficiências primárias”.
Em parceria com outras quatro instituições, o Grupo criou um projeto de diagnóstico precoce e tratamento da imunodeficiência congênita. “Quando a criança nasce sem nenhuma defesa, o organismo torna-se vulnerável. Assim, vírus e bactérias comuns podem ser fatais”, explica o hematologista Nelson Hamerschlak, coordenador de Hematologia e Transplante de Medula do Einstein.


O trabalho desenvolvido pela equipe de TMO do Einstein também foi reconhecido pela Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), que em 2012 ofereceu pela primeira vez o Prêmio Júlio César Voltarelli.
Os trabalhos, “O impacto do desenvolvimento de pneumonia por vírus respiratórios durante transplante de células- tronco hematopoiéticas” e “Bussulfano por via oral x via intravenosa: comparação entre a farmacocinética de uma dose teste pré transplante de células- tronco hematopoiéticas e durante o regime de condicionamento” foram premiados.


No primeiro, de acordo com o dr. Hamerschlak, o Grupo comprovou que vírus comuns podem ser fatais para pacientes transplantados e estabeleceu sua frequência em nosso meio. Já no segundo trabalho foi desenvolvido um sistema de dosagem da droga (bussulfano). “Em excesso, ela é tóxica. E quando a dose administrada é menor do que o necessário, ela é ineficaz.”


Os dois prêmios ainda tiveram um valor “sentimental”, diz o coordenador. Voltarelli, que dá nome a premiação da SBTMO, foi pioneiro em pesquisa de células-tronco no Brasil e parceiro de trabalho de Hamerschlak.



Reconhecimento internacional
Prestes a completar 26 anos, o Grupo de TMO Einstein já realizou quase mil transplantes. E o trabalho também é reconhecido no exterior. No dia 7 de abril de 2013, o Grupo receberá, junto com instituições parceiras,na Inglaterra o Van Bekkum Award, do EBMT, como o melhor trabalho científico inscrito no evento.


Segundo o dr. Harmerschlak, o prêmio é um reconhecimento de uma técnica iniciada desde 2000 no Brasil pelo Einstein e pela USP de Ribeirão Preto. Em 2009 o Consenso da Sociedade Brasileira de Transplantes de Medula Óssea reconheceu o transplante em Esclerose Múltipla e Esclerose Sistêmica como de aplicação clínica. “O transplante para esclerose múltipla, até então, era uma técnica experimental.”


O estudo, multicêntrico e internacional, acompanhou os pacientes submetidos à técnica por cerca de 10 anos em diversos centros e compilou os resultados, confirmando sua eficácia. “Hoje, o procedimento (transplante para esclerose múltipla), está consolidado”, afirma o coordenador de Hematologia e Transplante de Medula do Einstein.


Com informações da assessoria de imprensa do HIAE