Estudo utiliza vírus deficiente da AIDS para tratar leucemia
12/12/2012

Ainda em fase inicial, uma técnica desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, E.U.A., obteve resultados positivos no tratamento da leucemia. A terapêutica utiliza uma forma deficiente do vírus da Aids para alterar as células T, permitindo que matem as células B cancerosas e o paciente fique livre da leucemia. 

O método foi aplicada em 12 pacientes. Entre eles, uma garota de sete anos obteve remissão total da leucemia. Três adultos com também tiveram remissão completa do câncer durante a pesquisa, e dois deles vivem bem há mais de dois anos. Dentre os integrantes do grupo, o tratamento não funcionou em dois adultos, e outros quatro obtiveram melhora, mas a doença não entrou em remissão. 

O estudo foi apresentado durante o 54º ASH Annual Meeting nos dias 9 e 10 de dezembro, na Georgia, E.U.A., e originou reportagem do Jornal americano “The New York Times”. No Brasil, reverteu em publicações em veículos como Folha de São Paulo, Jornal Nacional da Rede Globo e Portal G1.

Efeitos

Ainda existem questões a ser discutidas sobre o novo tratamento, como comprovar sua eficácia, já que não obtém resultado positivo em alguns pacientes tratados e causa reações adversas no corpo do paciente, como febre alta que pode levar à morte. Além disso, ainda não está claro se o corpo dos pacientes precisará passar por alterações permanentes nas células T.

Outro problema é que, assim como elas destroem as células B cancerosas, matam também as saudáveis, deixando as pessoas vulneráveis a alguns tipos de infecções – razão pela qual os voluntários precisam receber regularmente imunoglobulinas.

Com informações do NY Times.