Terapia celular para diabetes tipo 1 pode avançar com uso de células-tronco
16/10/2012

Pesquisas no Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) testam transplante de células-tronco da medula óssea associado à quimioterapia. A estratégia é interromper o processo de destruição do pâncreas que ocorre em portadores de diabetes tipo 1 por meio de um transplante de células-tronco hematopoiéticas retiradas da medula óssea do próprio paciente. Os resultados mais recentes das investigações foram apresentados durante o 7º Congresso Brasileiro de Células-Tronco e Terapia Celular.

A técnica foi idealizada pelo imunologista Julio Voltarelli. A pesquisa continua sob a coordenação de Maria Carolina de Oliveira Rodrigues e Belinda Pinto Simões. Também colabora o endocrinologista Carlos Eduardo Couri.

Foi iniciado em 2004 um primeiro protocolo experimental com 25 pacientes. Eles passaram por um procedimento para coletar e isolar células-tronco hematopoiéticas da medula óssea, que foram congeladas. Em seguida, foram submetidos a uma quimioterapia.

De acordo com dados apresentados pela pesquisadora durante o congresso, três dos 25 pacientes permanecem até hoje livres de insulina. Outros 18 tiveram de voltar a tomar o hormônio após um período que variou entre seis meses e cinco anos, mas recebem atualmente doses menores do que antes do tratamento.

Com base nos dados preliminares do primeiro experimento, a equipe iniciou um novo protocolo em 2010 e aceita inscrições (tmoautoimune@gmail.com) de novos candidatos maiores de 18 anos e diagnosticados há menos de cinco meses. Leia a matéria da Agência Fapesp na íntegra.